Sejam bem-vindos, camaradas!

terça-feira, 19 de julho de 2011

O chinês, o acalajé e o dlagão!

Quer com camalão ou sem camalão? Com camalão é mais calo!
 Não é segredo para ninguém que Salvador está coalhada de chineseChinêss, sobretudo o centro da cidade. Não é segredo também que este é um fenômeno mundial e, agora mais do que nunca, nada faz mais sentido do que a antropofagia cultural defendida pelos modernistas na Semana de Arte Moderna de 1922, um marco hisclip_image002tórico que mudou os rumos culturais do país de uma vez por todas. Tudo bem, eu aceito isso, não sou xenófobo, mas acho que chegamos a um ponto inusitado. 

Outro dia eu resolvi sair de casa para comer alguma coisa na rua, adoro comer tosqueira de lanchonete: empada, pãozinho, sonho – o sonho da Bahia é imbatível!— mas nada supera o acarajé para um baiano nascido no Recôncavo e radicado em Salvador, como eu. A arte de comê-lo está cercada de uma verdadeira ritualística quase litúrgica. O Recôncavo é a área que compreende as cidades que margeiam a Baía de Todos os Santos.
 
Há quem coma o bolinho a qualquer hora, mas baiano que é baiano só o come no fim do dia, perto do pôr do sol e, claro, vem sempre acompanhado de uma coca-cola. 
 
an9-acarajeArrumei-me, eram quase 17h30, lá fui eu descendo aqui a ladeira do Shopping Piedade todo perfumado, cantarolando Ginga e Expressão— uma música da antiga Banda Mel imortalizada na voz de Márcia Short— e todo perfumado de alfazema rumo à Central do Acarajé na Rua Carlos Gomes comer meu bendito acarajé.

De antemão eu sei e me penitencio pelo fato de não ter procurado uma baiana daquelas do tipo credibilidade a toda prova: negras, gordas, adornadas de penduricalhos reluzentes e armadas com colheres de pau gigantescas que fariam um estrago muito grande na cabeça de qualquer gatuno desavisado. Eu precisava comprar outra coisa qualquer lá pelas bandas do Dois de Julho e resolvi comer por lá mesmo.
 
Para quem não conhece e nunca viveu à sombra da Soterópolis, o bairro Dois de Julho e a Carlos Gomes são localidades que se cruzam. Pois bem, quando cheguei à Central do Acarajé, que já não se chama mais dessa forma, eu fiquei um pouco clip_image008intrigado. “O que será que estas lanternas chinesas e estes dragões estão fazendo aqui?”, refleti incrédulo, mas entrei assim mesmo. 

Aproximei-me do balcão expositor e não havia ninguém, mas em menos de cinco segundos me aparece uma chinesa para me despachar. “O que o senhor quer?”, perguntou-me a criatura com um sotaque engraçadíssimo e eu, ainda meio anestesiado com aqueles dragões à sombra de um coqueiro respondi rápido: quero um acarajé! “Entón paga na caixa plimelo, pega depois”, eu quase perguntei o que ela estava falando, mas ela se fez entendida logo que sinalizou com dedo indicador em riste para o caixa. Os chineses conseguem falar mais alto que os baianos e sempre sacodem a cabeça quando conversam com seu interlocutor, parecem-me lagartixas de muro.
 
“O sinhô quer acalajé com camalão ou sem camalão?"Quase me mijei de rir quando o outro chinês operador do caixa indagou-me sobre minha preferência acerca do famoso quitute baiano. “Com camarão!”, respondi. 
 
Para minha surpresa eu não sei o que se passou na cabeça daquele chinês que me respondeu prontamente que “com camalão é mais calo”. Será que ele pensou que não podia pagar um pouco mais pelos camarões?
 
Peguei o acarajé, que faço questão de dizer que não o comi no prato plástico, cortadinho como se convencionou servir. Comi-o à mão no papel de embrulho mesmo. Como disse no início, comer o acarajé é, pelo menos para mim, uma espécie de ritual e degustá-lo ,em pratinho plástico manuseando garfinho, é um sacrilégio imperdoável. Como baiano é um bicho estranho mesmo, talvez pense que comer no pratinho é mais civilizado.
 
Sentir o cheiro da massa frita de feijão fradinho no azeite de dendê mesclado ao aroma que emana do coentro e dos tomates picados ,junto às narinas, é imprescindível para mim. Sou totalmente sinestésico e necessito irmanar todos os sentidos no momento de saciar a fome e o papel de embrulho dá aquele toque especial tanto olfativo quanto visual. 
 
Enquanto desfrutava da minha comida refletia sobre os benefícios e malefícios deste mundo globalizado, lembrei-me imediatamente da antropofagia cultural dos modernistas, da aculturação dos indígenas na Amazônia, do apogeu e queda de culturas e quase estava anuindo e tentando convencer-me que as coisas eram assim mesmo e que nada podia ser feito. Não com o meu acarajé! Pode parecer um absurdo, mas senti-me ofendido em velanternas chinesasr tantos dragões e lanternas chinesas fazendo guarda ao meu petisco predileto.

O acarajé não é só um produto alimentício, é sim símbolo de uma cultura que forjou a identidade do meu estado, da minha região, da minha cidade. Acarajé em Iorubá quer dizer literalmente comer o bolo do acará, e este último pode ser traduzido como bola de fogo. Ou seja, trocando em miúdos o sentido é: comer a bola de fogo. é o verbo comer. 
 
Não consigo imaginar nem conceber outro momento em que o baiano é mais baiano do que este. O momento em que bola de fogo, encharcada pelo brilho do azeite de dendê, qual raios que emanam da adaga de Iansã, cobram do homem e da mulher da Bahia, o seu estômago, seu prazer e seu espírito. 

Mito, mitologia e realidade se fundem aí e o resultado é a amálgama preciosa que é a cultura da minha terra. 
Reminiscências inconscientes das terras de Ibadã, Oyó e Ilê-ifé. Não aceito que nenhum dragão acabe com isso!
 
Oya2O acará tem sua origem como oferenda a Yansã, deusa dos raios e tempestades no panteão das divindades iorubaianas, portanto, ainda que se rechace o fato, toda vez que o comemos, mesmo ignorando o seu significado original, é como se houvéssemos saudado à Rainha dos Raios. 

Posso até imaginar a cara daquela prole apedeuta comendo o “Acarajé de Cristo” em frente ao suntuoso palácio da Igreja Universal do Reino de Deus, na Avenida Antonio Carlos Magalhães, caso conhecessem sua origem mítico-religiosa. Êparrei Oyá!
 
Para isso me serviram as aulas de cultura nigeriana e língua iroubá no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, há longínquos dez anos. Risos.

Mas, continuando a estória...

Comecei a achar que a massa do bolinho estava um pouco estranha. Não sei o que houve, mas não gostei do sabor. Afinal de contas, era um acarajé com DNA chinês! Fiquei temeroso de encontrar um celular de três chips dentro dele ou me engasgar com chumaços do cabelo daquelas Barbies mandarins horríveis que mais parecem bonecas de sexo em miniatura. 

Refleti um pouco,tomei minha coca-cola e fui acordado dessas reflexões loucas quando meus olhos caíram sobre um vendedor chinês que ,do lado de fora da loja, anunciava aos gritos à venda de jacas frescas. Quer uma jaca fleguês?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Estudando inglês na África do Sul

Inglês e pinguins com fish and chips.
Em Cape Town, na África do Sul, aprende-se de tudo, até inglês!
 
 
Antes de viajar para a África do Sul para aprender inglês eu já tinha um razoável conhecimento sobre a situação sociopolítica daquele país, portanto não me surpreendi com o que vi: Cape Town (Cidade do Cabo) é uma cidade moderna, limpa e com um ar extremamente europeu. Surpresa para vocês? Pois é, Cape Town, a cidade do arco-íris, não por ser uma cidade gay, mas por ser a cidade de todas as cores e etnias. 

É a terclip_image004ra mãe da África do Sul, foi lá onde o país nasceu e é a cidade mais visitada da nação. Holandeses, ingleses, xhosas, zulus, muçulmanos e indianos formam o grosso desse caldeirão étnico fascinante e peculiarmente pedagógico.
Em Cape Town aprende-se de tudo só em contemplá-la, é escandalosamente linda e bem cuidada. Os capetonians são pessoas abertas e amistosas e adoram ajudar estrangeiros. A cidade está coalhada de jovens que escolheram a Pátria do Arco-Íris como opção mais barata e muito mais conveniente para aprender inglês.
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Ah, Cape Town é sim uma cidade gay friendly e o casamento homossexual é legalizado e é possível ver casais gays de mãos dadas por toda a parte. Se você for intolerante ou homofóbico, nem passe por perto! 

Por que escolhi a África do Sul para aprender inglês?
Sempre há um desinformado, para não dizer ignorante, que me perguntava o porquê da escolha, e eu sempre perguntava em troca: Por que não?
A ignorância enjaula o homem! Cape Town é mais limpa e sofisticada do que a maioria das cidades brasileiras, SEM DÚVIDA ALGUMA. 

E especificamente sobre o inglês falado por lá: British a lot! É falado à moda britânica com especificidades do país, naturalmente. É como o português falado em África: diferente do lusitano, mas semelhante no que diz respeito à melodia e vocabulário. É válido lembrar que Cape Town, sobretudo as zonas onde se localizam as áreas turísticas e históricas, é área de confluência étnico-linguística, ou seja, você escutará inglês, africâner (antigamente conhecido como holandês do Cabo) e Xhosa (pronuncia-se Kossa, com um estalo sublingual na primeira sílaba). Escuta-se também árabe, zulu e híndi. 

Essas línguas não são faladas por hordas de turistas loucos pela brisa da cidade, mas sim pelos nativos. Por questões que não me caberiam explicar aqui, a África do Sul, sobretudo a Província do Cabo Ocidental, foi povoada por grupos humanos provenientes do sudeste asiático muçulmano, Índia, Paquistão, Sri Lanka e a atual Indonésia, além dos colonizadores europeus, ingleses e holandeses. Grosso Modo, para povoar e garantir suas posses Reino Unido e Países Baixos transladaram para a África do Sul populações provenientes de outras colônias: o Reino Unido levou indianos e Holanda malaios e javaneses. 

Caso você tenha resistência à pronúncia britânica, vou logo avisando, seu lugar não é África do Sul. Além de não gostarem alguns capetonians fingem que não entendem quando escutam a pronúncia americana. Outra coisa, caso não queira escutar outro idioma na televisão ou escutá-lo na rua, também desista. A pluralidade linguística é a marca de Cape Town. 

Fala-se algum idioma local ou dialeto?
São 11 os idiomas oficialmente falados na África do Sul. Em Cape Town especialmente, além dos idiomas minoritários e só falados por comunidades nacionais, como o Híndi e o Árabe, por exemplo, falam-se três idiomas: Inglês, Africâner e Xhosa. 

Não estranhe os negros falarem em Xhosa entre si enquanto interagem consigo em inglês, em alguma loja, por exemplo, tampouco se assuste com o sotaque quase incompreensível no primeiro minuto de conversação. Grande parte dos negros aprende inglês depois da primeira infância e só o usam como segunda língua. Você pode estar pensando agora: ai meu Deus, vai ser difícil aprender! Ledo engano! É mais fácil ainda porque todo mundo terá paciência com você. 

clip_image008O segundo detalhe importante e ao mesmo tempo vexatório, mas vale ser registrado porque é reflexo do que todo mundo já sabe: os estudantes ficam em áreas britânicas, demarcadas pelo antigo passado segregacionista empreendido pelo Apartheid. Ou seja, dificilmente um estudante terá contato com alguém que não domine o idioma. Uma coisa interessante a ser mencionada é que o trânsito por lá é à moda inglesa, ou seja, invertido para nós. 

Custo x benefício!
Uma coisa que precisa ficar clara para quem quer estudar inglês ou qualquer idioma no exterior: os pacotes com meia pensão inclusa de quatro semanas são geralmente similares, seja na África do Sul, Nova Zelândia ou Canadá. Variam entre U$$ 1.000 e 1.300. O que deixa a África do Sul irresistível são a cotação do Rande frente ao Real e as facilidades de entrada no país, já que brasileiros não precisam de visto para permanecerem por até três meses. 

Um Rande vale ¼ do valor de nossa moeda e no geral os preços são mais baixos que os praticados por aqui e a incidência tributária é muito menor. Menos impostos, preços mais baixos e estudantes brazucas muito felizes. Essa equação, somada às paisagens únicas e a beleza harmoniosa de Cape Town, tornaram-na um destino considerável para estudantes de inglês do Brasil e de outra dezena de países. 

Segurança para escolher o programa na Roda Mundo
Eu escolhi a Roda Mundo porque queria me sentir seguro com esses trâmites burocráticos e isso me deixou numa situação cômoda. Eles providenciaram tudo e durante todo o período em que permaneci na África do Sul fui monitorado, quase que diariamente, pela proprietária da empresa, Roberta e pelo seu colega Lucas. Não me canso de dizer a todos os meus amigos que foi a decisão mais sábia que tomei. A priori eu havia escolhido um programa de um mês, mas conforme fui sentindo o progresso no aprendizado do idioma eu me empolguei e comprei mais seis semanas e eles me apoiaram totalmente à distância. 

A Roda literalmente cumpriu seu papel de agente: providenciaram desde os documentos de viagem e até faziam remessas de dinheiro para mim quando a minha grana ia-se embora. Eu sinto muito por não ter conhecido a Roberta pessoalmente. Isso mesmo, toda a negociação foi feita à distância via telefone e internet e, assim mesmo, o atendimento foi o mais profissional e impecável quanto o possível. 

A escola e minha host house
Quando procurei a Roda, eu não sabia ao certo o que queria e apresentei as minhas condições à empresa e eles me ofereceram a Intelink English School, em Sea Point, zona badaladíssima de Cape Town. A escola não é grande, mas isso para mim converteu-se num ponto a favor já que o tratamento recebido por cada aluno é bem diferenciado e atende às realidades distintas dos estudantes. Nos quase dois meses e meio que permaneci por lá, a escola era meu porto seguro, uma referência para tudo. Que delícia estudar naquela região à beira do gélido atlântico de Sea Point. 

Eu jamais esquecerei a convivência com colegas da Alemanha, Suíça, Arábia Saudita, França, Angola...
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Eu decidi, assim como já tinha feito noutra experiência quando aprendi espanhol, que não há lugar melhor para pôr em prática o que o que foi ensinado na escola do que uma casa de família. Há quem não goste da ideia, mas não há como discordar que numa casa de família o aprendizado é potencializado e os resultados mais compensadores. Eu até me arrisco a dizer que a experiência com minha host family teve um peso qualitativo tão ou mais importante do que a escola. É no ambiente doméstico onde as coisas do dia a dia são discutidas, comentadas e seu vocabulário vai inflando, inflando... 

Eu tive muita sorte por ter sido hospedado por uma simpática senhora e seu pequeno poodle. As tardes frias do inverno austral africano ficavam tão aconchegantes com sua conversa fluida regadas por xícaras de chá que muitas vezes eu nem tinha vontade sair de casa. Aprendi bastante escutando e falando errado! Saudades de você mom, saudade Maureen! 

Fish and Chips
Cape Town é o paraíso para ictiófagos como eu (gente doida que só se alimenta de peixe) e é muito fácil e baratíssimo comer frutos do mar por lá. Restaurantes e barraquinhas que vendem o famoso fish and chips são como as baianas de acarajé aqui em Salvador (pois é, sou baiano) e eu tratei de aproveitar essa benesse gastronômica a enésima potência. 

Que delícia! Eu comia todos os dias no almoço um filé enorme de peixe grelhado, batatas fritas ou salada, arroz temperado e uma coca cola e pagava só 47 Randes pela refeição, mais ou menos R$ 11,80. Gostou? Eu adorei tanto que engordei quase quatro quilos! 

À África do Sul não é Somália, Etiópia ou Congo...
Minhas senhoras e meus senhores, a África do Sul é um país no extremo sul de um continente chamado África. Será difícil entender isso? A África é uma colcha de retalhos geopolítica com mais de 50 países. 

A África do Sul é o país mais rico de todo o continente africano, isso mesmo, é um país rico! Mais rico que o Egito, Marrocos, Argélia, Tunísia ou Nigéria. Eu já tive que escutar absurdos de gente supostamente bem educada, algo do tipo: “você viu algum leão na rua?” “Lá é uma pobreza miserável, não é ?”, “ E aquela gente magra, você viu?” Sem comentários! 

Além de Cape Town, cidades como Durban, Pretória, e Johanesburgo são referências quando questões atreladas às grandes metrópoles são levantadas. Johanesburgo, por exemplo, é uma megacidade à moda das maiores capitais do nosso continente. 

Foi na África do Sul, mais precisamente em Cape Town, onde foi realizado o primeiro transplante de coração do mundo. A propósito, o país é referência em atendimento médico e recebe visitantes de toda a África em busca de suas clínicas e centros hospitalares de boa qualidade. É um país industrializado, mas que, assim como o Brasil, sofre das mazelas consequentes do abismo social que separa os ricos dos pobres. 

Outra besteira enorme, essa dá vontade gritar: o meu sotaque, ou o sotaque de quem fica por curto tempo será sempre estrangeiro, portanto pouco importa se eu tenha estudado na Austrália, Inglaterra, Canadá ou Estados Unidos, falarei sempre com sotaque estrangeiro. Não tem como apagar o que se é! 

Pinguins, esquilos e saudades
clip_image012Cape Town é conhecida por suas ventanias à beira do mar e pelas baixas temperaturas no inverno. No auge da estação, em junho e julho, a temperatura pode eventualmente ficar negativa e são muitos os registros de neve no topo da Table Mountain, símbolo da cidade. A cidade fica na ponta mais meridional do continente africano, divide o mar, simbolicamente entre os oceanos Índico e Atlântico e, para surpresa de muitos, é lar de algumas espécies de pinguins.
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Nos meus últimos dias em Cape Town eu agradecia a Deus por estar, sem dúvida nenhuma, naqueles dias, mais perto do céu. Não naquele céu bíblico e modorrento, mas no céu dos poetas, dos descobridores, dos historiadores e dos artistas. 

É naquela cidade, pedaço de céu, que o os oceanos Atlântico e Índico se encontram, onde pessoas de todas as cores e credos estão irmanadas. Foi lá que eu vi pela primeira vez esquilos andando em parques públicos e foi lá também que do topo da Table Mountain e vi Deus através de tanta beleza e o agradeci. Thanks God!
Sócrates Bastos, jornalista, Salvador/BA.
socratesbastos@yahoo.com.br
Esteve em Cape Town entre setembro e novembro de 2010

A primeira postagem...

Companheiros, saudações!

Estou de volta à blogosfera e entusiasmado para recomeçar minhas atividades por aqui. Neste momento não me aterei aos textos enormes e divagações poéticas pois estou extremamente fatigado e necessito dar o pontapé inicial às operações deste nano veículo, depois de duas madrugadas experimentando formatos e adaptações, além de reavivar e editar textos antigos para que fossem publicados aqui.  

Este meu novo blog nasceu para atender à uma demanda muito específica: compartilhar minhas experiências como estudante de inglês na Cidade do Cabo, África do Sul e, desta forma, sanar à curiosidade de meus conhecidos e não me dar mais ao trabalho de responder às mais esdrúxulas questões sobre o país.

Excetuando-se este texto introdutório de boas vindas, o material sobre a África do Sul --que havia sido preteritamente redigido e editado algumas vezes--inaugura as atividades do "Letras na Proa".

Naturalmente, este não é um blog pensado para falar sobre a África do Sul, só nasceu da oportunidade de falar sobre ela e nada mais.

Este é o "Letras na Proa" e espero que ,como à moda das históricas naus que redesenharam o mundo e nos trouxeram a língua, o sangue e o espírito, esteja sempre à proa com o melhor contributo desta minha pena virtual, escrevendo e enlouquecendo sempre. À proa sempre, navegantes!

Meu blog está no ar!